Há muitos treinamentos ministrados nas empresas por colaboradores das mais diversas áreas. O objetivo desses cursos pode ser capacitar recém-contratados, ensinar um novo procedimento da empresa ou reciclar conhecimentos de profissionais com tempo de casa, dentre outros.
Mas há algo a ser considerado: treinamento não é palestra. A palestra é informativa, não tem o objetivo de ensinar; já o treinamento deve ser focado na geração de conhecimento. Ou seja, em vez de o instrutor do curso apenas apresentar uma sequência de slides, é preciso utilizar estratégias didáticas para que os aprendizes realmente aprendam.
Estratégias didáticas são conjuntos de atividades, que podem ser usadas para a construção de novos saberes, integrando a dificuldade ao habitual, o estranho ao familiar, o desconhecido ao conhecido. O que importa é usar estratégias que engajem o aprendiz ativamente no processo de aprendizagem para que ele retenha os novos conhecimentos.
Uma interessante pesquisa revela que os aprendizes adultos retêm:
- 10% do que foi lido
- 20% do que foi ouvido
- 30% do que foi visto
- 50% do que foi visto e ouvido
- 70% do que foi discutido
- 90% do que foi feito e discutido
Com base nesses números, pode-se notar que o aprendiz adulto aprende muito mais se o instrutor recorrer a estratégias didáticas que privilegiem a discussão e a realização de uma atividade. Se o instrutor apenas apresentar uma sequência de slides durante 2 horas, por exemplo, a retenção será muito menor.
Existem inúmeras técnicas didáticas em grupo que propiciam a discussão, a realização de tarefas. No fundo, a ideia é focar o treinamento no aprendiz, para que ele aja, faça, discuta, e não no instrutor, que expõe ideias sem qualquer interação com o grupo.
Então, é importante diferenciar. Expor ideias com o recurso do slide é uma técnica, chamada exposição oral, mas o foco é eminentemente informativo. Ministrar um treinamento é utilizar recursos e técnicas didáticas variadas que favoreçam a discussão e a realização de atividades por parte dos aprendizes. Só dessa forma, eles irão realmente aprender.
Por Rosângela Curvo Leite e Vívian Rio
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