A proficiência na língua inglesa é, sem dúvida, muito valorizada no mercado de trabalho. Ainda mais quando se trabalha em empresas multinacionais, com sede em países cuja língua oficial é o inglês. Mas há muitos profissionais das mais diversas áreas e empresas substituindo palavras da língua portuguesa de forma desnecessária e, até mesmo, exagerada.
Não há uma fórmula para saber se o uso do termo em inglês é necessário ou não, mas é preciso refletir: você está usando palavras ou termos em inglês porque:
a) Acha bonito e gosto não se discute;
b) Acha que dá um ar de refinamento na comunicação;
c) Quer mostrar que domina/ está aprendendo o inglês;
d) É um jargão técnico, necessário no dia a dia.
Se você respondeu a, b ou c, repense a utilidade do uso das expressões e palavras em inglês em sua comunicação profissional. Você pode até gostar dessa prática, pode querer usá-la como elemento de marketing pessoal, mas além de parecer pedante, muitas vezes, usar termos em inglês pode confundir o interlocutor se ele não entender da língua tanto quanto você.
É realmente necessário dizer (ou escrever) que irá pegar uma print de um report que você deve enviar antes de fazer um call ou antes de enviar uma invitation ao headquarter da empresa?
Note que não é preciso estudar anos de inglês para conhecer essas palavras e, mais importante, basta apenas usar os termos em português para comunicar aquilo que precisa. Não seria mais fácil dizer (ou escrever) que irá pegar um relatório que você imprimiu e que você deve enviar antes de fazer uma ligação ou antes de um enviar um convite à sede da companhia? Além de ser mais fácil, há garantia de que todos entenderão a mensagem.
Há ainda pessoas que ouvem uma palavra em inglês uma única vez e repetem, mesmo sem saber o significado correto. Mas usam simplesmente porque “acharam bonita”.
Agora, se respondeu a letra d, pode-se dizer que você está usando corretamente os termos em inglês. A diferença neste caso é que se trata de um jargão técnico. Esse uso do vocabulário específico de uma área de conhecimento mostra que o profissional está atualizado e ajuda também na economia das trocas comunicativas.
Mas atente-se para as abreviações dos jargões que, novamente, dificultam – e muito – a comunicação entre colaboradores de uma empresa. Por exemplo, há abreviações como “fup” para follow up. Mais uma vez, um uso que seria correto se transforma em exagero, devido à abreviação desnecessária.
Portanto, saiba avaliar a necessidade de usar termos em inglês em comunicações profissionais. Assim, você corre menos risco de passar uma imagem negativa e garante a imagem de um profissional atualizado, ponderado e com uma comunicação eficaz.
Por Vívian Cristina Rio
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